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A terapia infantil é indicada quando a criança apresenta episódios persistentes de sofrimento psíquico, alterações comportamentais atípicas ou prejuízos no seu processo de desenvolvimento. Como a maturidade cognitiva da infância limita a expressão verbal abstrata das angústias, os sinais de alerta manifestam-se predominantemente por vias somáticas, relacionais e comportamentais.
Labilidade afetiva, crises frequentes e desproporcionais de irritabilidade, choro incontido ou baixa tolerância à frustração.
Transtorno de ansiedade de separação, fobias específicas, recusa em dormir desacompanhada, pesadelos recorrentes e esquiva social.
Retorno da enurese ou encoprese após o desfralde consolidado, comportamentos de autoagressão, roer unhas (onicofagia) e retraimento social.
Processos de divórcio conflituoso dos pais, vivência de luto, mudanças bruscas de residência ou escola e situações de violência interpessoal.
A consulta atende a um enquadre clínico rigoroso, estruturado para acolher as especificidades do universo infantil no contexto remoto.
Realizada exclusivamente com os pais ou responsáveis legais. Nesse encontro, investiga-se o histórico do neurodesenvolvimento, mapeiam-se as dinâmicas familiares, analisam-se as queixas e estabelece-se o contrato terapêutico e a avaliação de viabilidade técnica do atendimento remoto.
Fundamentadas na ludoterapia adaptada. A criança deve estar em um ambiente privado e silencioso, utilizando fones de ouvido para garantir o sigilo e a imersão.
Conforme a abordagem teórica (analítica, humanista ou cognitivo-comportamental), as sessões variam entre estruturadas e não-diretivas, promovendo a modulação comportamental e o acesso ao conteúdo simbólico.
O cuidado vai além da hora de sessão individual com o paciente.
Todas as evoluções são mantidas em prontuário eletrônico protegido, cumprindo as exigentias éticas do CFP.
ncontros com os responsáveis para oferecer psicoeducação sobre a fase do desenvolvimento, compartilhar a compreensão clínica do caso (sem violar o sigilo da criança) e alinhar estratégias de manejo comportamental no ambiente doméstico.
Quando necessário, o acompanhamento inclui a emissão de relatórios psicológicos e a interlocução direta com pediatras, neuropediatras e a equipe escolar.
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No momento agendado, acesse o link seguro e inicie sua sessão de terapia por vídeo com total privacidade e conforto.
A privacidade é combinada previamente no contrato terapêutico. É obrigatório o uso de fones de ouvido pela criança e a permanência em um local reservado. Os pais comprometem-se a não interromper, escutar na porta ou gravar a sessão sem autorização expressa, garantindo a proteção da intimidade do menor prevista na Resolução CFP nº 13/2022.
Regulamentarmente, exige-se o consentimento assinado por pelo menos um responsável legal (Resolução CFP nº 11/2018 e 13/2022). Contudo, na prática clínica, recomenda-se colher a assinatura de ambos os genitores, em especial em casos de guarda compartilhada ou pais separados, para prevenir litígios e preservar a neutralidade do processo.
O atendimento online direto com a criança é indicado prioritariamente a partir dos 4 a 5 anos, idade em que ela já consegue manter o foco atencional na tela. Para faixas etárias de 0 a 3 anos, utiliza-se a modalidade filial, na qual o psicólogo trabalha diretamente orientando os pais no vínculo e manejo do bebê ou primeira infância.
A agitação motora ou o desinteresse inicial são interpretados clinicamente como manifestações de ansiedade ou resistência. O terapeuta flexibiliza o encontro propondo dinâmicas corporais remotas (como caça ao tesouro no cômodo, jogos de movimento ou desenho conjunto). Caso a resistência persista, os pais são inseridos temporariamente para mediar a sessão até a consolidação do vínculo.